quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Paraíso na Terra


Recentemente fiz um viagem que se revelou espectacular. Nesta jornada do tipo "vá p'ra fora cá dentro" descobri um lugar absolutamente mágico.

Algures no norte de Portugal é possível encontrar alguns locais semelhantes a este.

À medida que nos afastamos da estrada principal, a floresta é cada vez mais densa, tão densa que não conseguíamos ver o céu azul. O verde torna-se então a cor predominante desta paisagem fantástica. Enquanto caminhamos, ouvimos o som da água a correr e eis que temos a visão do paraíso na terra... Um rio de agua tão límpida e cristalina que era quase um crime entrar nela!

Um local verdadeiramente relaxante!



quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Reconhecimento?! O que é isso?

Passados alguns meses de interregno da minha prática criativa, encontrei em mim algo novo para revelar...

Durante este período de ausência, em que as palavras em mim se desvaneceram, dediquei-me a actos laborais de extrema importância.

A grandiosidade das actividades a que dediquei inteiramente o meu tempo, não diz respeito somente à tentativa, pouco ilustre, de ganhar algum dinheiro, pelo contrário está intimamente relacionada com o meu crescimento a nível profissional e da maneira mais cruel e sem escrúpulos que pode existir. Não que a falta de escrúpulos tenha sido da minha parte, fui apenas mais uma vítima inocente da inexistência de uma consciência moral por parte de colegas que relevam ser "atenciosos" para com os que lhe são mais próximos.

É neste âmbito que surge o título deste post. Qual é o objectivo de defendermos as nossas opiniões e pontos de vista, principalmente porque somos encorajados para tal, e depois sermos aniquilados por "colegas encarecidos" que tanta "preocupação" demonstravam? A meu ver, e segundo as experiências mais recentes, isso não passa de uma forma covarde do mais alto nível de cinismo humano... procurar as fraquezas de possíveis inimigos, relatá-las às mais altas patentes e mostrar uma expressão "amiga" a todos os intervenientes. Parece que estou a retratar um conflito militar entre um qualquer pais do 3º Mundo... Não... É um simples local de trabalho português.

Apesar de tudo isto achei que a atitude mais correcta seria esforçar-me por fazer o meu melhor, para que ninguém tivesse um dedo para apontar. Contudo, a minha estratégia não funcionou e fui acusada de, e passo a citar: "estar desinteressada, desmotivada e apenas preocupada com o dinheiro no final do mês". Como poderão verificar, reconhecimento é algo utópico, pelo menos para este tipo de pessoas.

De certa forma, os locais de trabalho actuais não passam senão de um verdadeiro campo de batalha, no qual matamos ou morremos. Para além disso, posso ainda afirmar que se assemelha quase a uma ditadura em que se pronunciarmos sobre o que nos vai na alma, somos fuzilados por atentar contra o chefe. Será este o tipo de local de trabalho que desejamos para todos nós? Esta poderá ser uma das questões a que poderíamos dirigir as nossas reflexões. Por outro lado, também seria útil pensar da seguinte forma: Com o "medo" gerado pelas eventuais represálias de falar livremente e, assim, ficarmos calados, poderemos estar a ser coniventes com este tipo de política de silêncio? Não tenho a resposta para estas perguntas. Porém reflectir sobre elas permite alcançar uma certa calma e, em simultâneo, tentar encontrar formas de contornar as armadilhas que surgem pelo caminho.

Em jeito de conclusão, posso apenas afirmar que estou muito grata pela passagem dessas pequenas pessoas pela minha vida. São elas que me dão força para lutar e para me aperfeiçoar cada vez mais e, assim, fazer ver que os meus pontos de vista também estão correctos.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Problemas de Comunicação


Sim, estou a falar de problemas de comunicação, mas não daqueles do tipo "estou a ficar sem rede..rrrr...estou...a ouvir-te mal!". Não não é desse tipo.

Estou a falar daquele tipo de mensagens nas entrelinhas em que ficamos à espera que o outro diga alguma coisa, porque não sabemos como começar... estamos apenas à espera do mote, de um motivo para conversar, para falar sobre o que nos atormenta... Mas pensando bem isso é estúpido! Porque não podemos simplesmente falar, falar sem medo, simplesmente dizermos as coisas???
Mais estúpido ainda é quando ficamos calados porque o outro não disse nada!!!

Por vezes que falar, dizer coisas a determinadas pessoas, dizer-lhes como o que elas fazem me faz sentir... mas tal como toda gente não sou capaz! Então fico eternamente à espera que o outro toque na ferida. Escusado será dizer que a minha espera é em vão! Ficarão sempre a pensar que eu não me importo com nada e que está tudo bem quando na verdade não está! E assim, ficamos neste impasse, numa relação estranha que já foi de amizade e que agora é algo sem definição. Estamos à beira do precipício e ficamos com medo de avançar por recear que essa relação caia no abismo. Então mantemos uma relação de aparências. Todos sabem que já não somos as mesmas pessoas, que a nossa relação mudou, mas ninguém fala abertamente sobre isso, como se todos se sentissem assustados por trazer a lume determinado tema. Assim, esta é apenas uma amizade de conveniência: quando precisamos, tratamo-nos como se nunca nada se tivesse passado para alcançar um reles objectivo.

Em determinados momentos não sou capaz de fazer nada para salvar essa amizade, noutros, pelo contrário, falo mas ninguém me ouve! As minhas palavras tornam-se simples ecos num imenso vazio. Os problemas de comnicação aqui são de outra natureza... uma das partes simplesmente ignora o que o outro sente, à medida que a amizade vai "arrefecendo", tornando-se apenas uma amizade para casos de extrema necessidade.

Muitas vezes a culpa apodera-se de mim por não ser capaz de falar e depois sinto raiva de mim mesma por me sentir culpada: numa amizade que se vai degradando a culpa não pode ser inteiramente de uma só pessoa. Se a amizade se perdeu provavelmente foi porque ambas as partes não se esforçaram o suficiente. Assim, transfomo-me numa ovelha de um qualquer rebanho e faço o que todos fazem, não falo sobre isso, porque sinto que ninguém me vai compreender e que vou fazer figura de parva, que vão deitar coisas à cara e que no fim vou ficar sozinha. Depois de pensar desta forma, ainda fico com mais raiva de mim própria por ser estúpida ao ponto de pensar que os outros vão tirar conclusões precipitadas de mim.
Ao fim do dia, acho que o esforço não pode ser só meu, mas também não posso "obrigar" os outros a fazerem a sua parte. Afinal de contas, se alguém não me quer por perto é porque tem os seus motivos e estar perto de alguém que não quer estar conosco não pode ser algo agradável.

Algo que adorava fazer chegar perto dos outros e dizer-lhes, sem medo, o que acho que eles fazem de mal. Faze-los perceber como me fazem sentir. Mas mais uma vez, é quase certo que não serei ouvida. Então permaneço no meu canto e fico à espera que falem comigo ou que me convidem para fazer qualquer coisa diferente. Quando o fazem fico feliz e aceito, numa tentativa de aproximação, para retomar a amizade perdida. No fim, chego sempre à mesma conclusão... esses convites são apenas por cortesia e não por realmente apreciarem a minha companhia.

Será que sou assim tão má pessoa?

sábado, 14 de março de 2009

Memórias de Criança

É através da observação das pessoas no meu quotidiano que me recordo das coisas mais fascinantes!!! Ou então é nesses momentos que me recordo apenas de alguns reminiscências de memórias.

Ao passear no jardim e observar uma criança a dar os seus primeiros passos, pude constatar que existem inúmeros marcos na minha vida dos quais não me recordo. É pena! Gostava de puder lembrar-me da dificuldade que tive para dizer a minha primeira palavra, ou de quando tive medo de andar porque o cão do meu vizinho, que era um gigante aos meus olhos, se aproximava de mim.

É realmente uma pena não puder lembrar-me desse momentos!

Contudo, lembro-me de outros bem divertidos. A primeira vez que andei de bicicleta, as quedas que dei por pensar que já sabia andar, brincar na rua com os meus amigos quase mesmo quase até anoitecer e apanhar um raspanete, a minha primeira aula na primária, a primeira palavra que aprendi a ler, a primeira palavra que aprendi a escrever, os intervalos em que jogava ao berlinde, as vezes que corria atrás dos rapazes que gozam comigo, as horas de almoço em que comia o mais rápido possível para ir brincar à Sailor Moon, a primeira vez que fui para a escola sozinha, os amigos que conheci e que ficaram para sempre comigo... Estas são apenas alguns momentos dos quais não me é muito dificil recordar!

Actualmente quando me lembro desses dias gloriosos da minha infância sinto saudade e quero voltar a trás para fazer tudo de novo. Porém se o fizesse nunca teria o mesmo significado, pois iria sempre recordar os primeiros momentos e seria algo quase sem significado. Por outro lado, divirto-me quando estou com os amigos que fui conhecendo desde "os tempos áureos" e relembro as travessuras que fazia, por exemplo, em busca das bolachas escondidas no armário em que era preciso pôe-me em cima de uma cadeira e quase caía. Mas no fim... as bolachas sabiam tão bem!!!

Eram estes pequenos momentos de "delinquência" que me davam mais prazer! Era como alcançar o fruto proibido!

domingo, 1 de março de 2009

Paradoxos

Desde os primórdios da Humanidade que o ser humano sempre se debateu com alguns dos temas que mais intrigantes eram para si...

Desde sempre o Homem sentiu a necessidade de encontrar a dicotomia em todos os seres orgânicos ou inorgânicos: Homem vs. Mulher, Animal vs. Vegetal, Água vs. Terra, entre inúmeros outros. Porquê esta necessidade? Talvez para que o Homem se encontre a si próprio, para que possa saber quem é e para que feitos e realizações está destinado. É ao encontrar as diferenças entre si e outros seres que o indivíduo aprende a definir a sua própria personalidade.

Ao encontrar a sua identidade e conseguir distinguir-se de outros, as diferenças começam a ser causadoras de conflitos. Aqui se encontra o paradoxo da existência humana... O que é gerador de sentimentos de afinidade, amizade e até intimidade, torna-se em algo dificil de tolerar... Será este o motivo das discórdias existentes no Mundo?

O meu paradoxo ainda não foi resolvido... Continuo entre terra e mar... Por momentos sinto que pertenço ao Mar, por momentos sinto que pertenço à Terra, por momentos sinto que não pertenço a lado algum. Torna-se dificil encontrar-me, saber quem sou e para o que estou destinada.
Por vezes desejo estar perto do Mar, "sei que é neste local que quero estar". Contudo, quando lá chego reflito sobre o meu desejo insaciavel de observar uma imensidão de mar, que afinal quando lá chego não é assim tão insaciavel. Então paro e penso sobre o que me leva a sentir desta forma. O Mar torna-se apenas o local onde nasci, o local da minha origem, as minhas raizes. Por vezes sinto-me deslocada. Por um lado é como se tudo estivesse igual: os hábitos, as rotinas, as pessoas, a vida da cidade... Mas toda esta igualdade ou normalidade, como quer que queiram chamar, é diferente aos meus olhos... Pareço uma estranha perante as rotinas de toda uma cidade... Talvez porque a minha própria rotina não é a mesma.

Assim, permaneço num paradoxo de descobrir a que elemento pertenço, de encontrar a minha rotina, de encontrar as minhas diferenças e as minhas semelhanças...

Tempo

Ontem vi um filme que me fez pensar... " O Estranho Caso de Benjamin Button". Esta longa metragem, galardoada pela Academia é realmente uma história memorável que me fez pensar sobre a percepção do tempo...

Quando somos crianças tudo nos parece maior do que na realidade é... Com o tempo não acontece isto... Lembro-me de brincar na rua e as horas pareciam não ter fim, era como se uma tarde se transforma-se numa semana e podia fazer mil e uma coisas; nunca tinha o problema de "não ter tempo". Quando estamos felizes ou ocupados, "o tempo corre". Porém, quando estamos doentes tristes, ansiosos ou nervoso, o "tempo não passa".
Este é provavelmente o elemento de maior labilidade, uma vez que o seu decorrer está de acordo com o nosso estado de espírito.

Há medida que vamos crescendo esta percepção altera-se... é como se tudo à nossa volta girasse mais depressa: as pessoas, as cidades, os campos, tudo está em constante alteração e a um ritmo que nos parece ser anormal. Porém, quando damos por nós já somos velhos, já tivemos as nossas experiências, já vivemos a nossa vida e desejamos ter a oportunidade de voltar atrás... Voltar para mudar alguns erros que cometemos, evitar situações que não queriamos ter passado, escolher caminhos diferentes do que aqueles pelos quais fomos optando ao longo do tempo...

Mas e se nos aparecesse um génio da lâmpada que nos concedesse essa oportunidade tão desejada?!
Esse foi o caso de Benjamin Button, um homem que nasceu velho e, ao mesmo tempo que crescia, tornava-se cada vez mais jovem. Há primeira vista este fenómeno pode ser visto quase como uma tentativa de alcançar a imortalidade. Com o passar dos anos, Benjamin ganha mais experiência de vida, e com as novas situações com que se depara, aprende a ver a vida de uma perspectiva diferente, pois é capaz de fazer cada vez mais coisas, ainda mais variadas do que as anteriores... Assim, torna-se num jovem com a experiência de vida de uma pessoa madura.

Se este estranho caso se passasse com muitas das pessoas que conheço, a célebre frase "Gostava de saber o que sei hoje e voltar a ter 20 anos" deixaria de fazer qualquer sentido.

Agora, também é necessário ter em atenção o reverso da medalha. Durante o filme, uma das personagens afirma que é uma pena alguém crescer e rejuvenescer ao mesmo tempo, pois iria ver morrer todas as pessoas que lhe são mais queridas.
Imagine-se o que é amadurecer, sendo capaz de recordar melhor cada momento que foi vivido com memórias cada vez mais nítidas... O que inicialmente seria um dom, torna-se numa maldição, um fardo cada vez mais difícil de suportar devido à dor crescente de recordar melhor a perda daqueles que mais amamos.

O mais interesante desta história é ver como a nossa noção de tempo se vai alterando. Para Benjamin, a noção do seu tempo é extremamente particular, talvez para ele as horas não se vão alargando, fazendo-o sentir-se "sem tempo".

Um pouco por todo o Mundo, as pessoas sentem-se frustradas, porque não gostam de envelhecer, porque começam a sentir o seu corpo a ficar cada vez mais pesado, mais lento em cada movimento... Contudo, é bom sentir que evoluimos e fomos acompanhando o passar o tempo, sentir que tivemos a nossa juventude e experimentamos o que queriamos, cometemos os nossos erros, mas que foi isso que nos fez seguir em frente... Foi isso que me transformou na pessoa que sou hoje.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Infância

Encontro-me num momento deveras interessante da minha vida... Já consegui realizar muitos dos meus desejos de infância. Contudo, ainda tenho muitos mais para realizar. O mais interessante é que em criança, conseguia escrever sobre os meus desejos e ansiedades, sem ter medo de me expor. Era capaz de conseguir escrever histórias fantásticas, de pessoas como nós que se apaixonavam e viviam uma história de amor digna de uma longa metragem. Porém, à medida que fui crescendo, parece que perdi toda a minha capacidade de escrever... É como se tudo o que escrevo parece ser demasiado óbvio, demasiado previsivel, e quando começo a pensar em pormenores da história, de modo a torná-la mais vivida, o meu pensamento fica completamente bloqueado.

O mais intrigante de tudo isto é que não tenho e não consigo obter resposta para o facto de isto de estar a acontecer... Sinto a minha mente entorpecida, não consigo pensar e sinto-me frustrada por isso... Agora que já tive mais experiencia do que durante a infância, teria muito mais sobre o que escrever, no entanto não é isso que acontece... É demasiado dificil.... Falta-me a inspiração de outros tempos, falta-me a coragem para escrever sem ter medo da opinião dos outros, escrever simplesmente por escrever sem ter a preocupação de agradar as pessoas que me rodeiam.

Torna-se um ambiente demasiadamente pressionante, sentir que todos esperam que escreva de determinada forma...

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Criatividade

Recentemente recebi uma proposta que tem sido um dos meus objectivos de vida quase desde que me lembro de ser alguém: ter a oportunidade de escrever um livro.
Sempre gostei de escrever pelo modo como as palavras podem transcrever milhares de sensações de várias maneiras diferentes. Sempre gostei do poder que as palavras têm para que eu possa transmitir o que realmente sinto.

Contudo, agora que esta oportunidade brilhante chegou estou bloqueada... Não não consigo pensar em nada... Não sei sobre o que escrever. Existem milhões de temas e de histórias para contar, temas esses que já foram descritos de milhares de maneiras diferentes... Por isso eu pergunto-me: Onde é que fica a criatividade?

Este é o meu problema! "Valoriza-se a criatividade" dizem eles. Quais são os critérios da criatividade? Quem é que tem poder para decidir o que é ser criativo?

A outra parte do problema está no facto de que também eu quero ser criativa! Quero escrever sobre coisas que nunca ninguém se tenha lembrado, coisas que nunca ninguém tenha falado pelas mais variadas razões... Só não sei sobre o que escrever.

Até pode ser que me lembre de algum tema, talvez a coisa mais simples do mundo... Só que por ser tão simples nunca ninguém lhe tenha dado o devido valor.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Saudade

Ora aqui está uma palavra realmente muito interessante…

Esta é uma palavra que é única na nossa língua… uma palavra tão melodiosa, capaz de descrever um sentimento tão profundo e que pode ser gerador de memórias intensas, apaixonadas, tristes ou alegres.

Esta é uma palavra que tem o poder de evocar um turbilhão de sentimentos, os quais não os conseguimos descrever… Torna-se demasiado complexo descrever, desvendar esse mar de emoções que se sentem no coração…

Esta é uma palavra que nos pode fazer recordar pessoas, locais, sentimentos, simples objectos. É um sentimento que nos faz despertar os sentidos, nos faz relembrar os cheiros, sabores, sons, visões e texturas de outras épocas…

Quanto a mim, este sentimento tem o poder de provocar todos estes sentimentos numa única situação: quando estou longe de ti…

À medida que me afasto sinto um vazio intenso, mais forte do que me é possível exprimir através das palavras. Sinto nostalgia ao recordar os bons momentos de quando estamos juntos. Sinto as tuas mãos a tocarem a minha pele. Sinto o teu cheiro perto de mim. Sinto a tua voz a percorrer a minha cabeça.
Isto é o que a saudade provoca em mim. Isto é o que sinto quando estou longe de ti.
Este é um sentimento que fomenta um vasto conjunto de emoções contraditórias… Ao mesmo tempo que recordo com prazer o teu rosto, sinto com grande pesar a tua ausência… Ao relembrar os momentos passados com alegria, desejo voltar atrás… QUERO VOLTAR PARA TRÁS!!! Quero voltar para ti!!!

Longe de ti a saudade transforma-se no meu tormento. E aquele sentimento prazenteiro de todas as memórias que tenho de ti, tornam-se em algo penoso que custa suportar. Custa suportar pelas saudades que tenho de estar perto de ti… De ouvir a tua voz, sentir o teu abraço, olhar nos teus olhos, sentir o teu perfume e dizer… Amo-te…

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Idolatração

Hoje presenciei alguns facto deveras interessantes...

É natural do ser humano ficarmos admirados, maravilhados, embasbacados (como se diz em bom português) por um objecto ou pessoa. Isso não foi o que me deixou espantada.... O que me deixou estupefacta é o modo como um ser que idolatra outro igual a si o trata...

É como se o ser admirado se tornasse um Deus, que toda a gente venera, muitos (penso eu) sem saber muito bem porquê, outros por que acreditam que essa pessoa fez algo de útil para o resto da Humanidade, e há ainda aqueles que consideram o seu trabalho espectacular, mas que não se deixam levar pela loucura da idolatração!

O que é particularmente interessante é o facto de pessoas que nunca fizeram nada de especial para o bem dos outros, chegando a ser arrogantes, mal-educadas, entre outros adjectivos que não irei nomear aqui, que na presença do seu "Deus", mudam o seu estado de humor natural... É como se de repente tudo ficasse cor-de-rosa, todas as pessoas se tornassem amigas e as rivalidades fossem esquecidas...

Agora pergunto eu: para que serve tratar mal as pessoas, ofendendo-as e insultando-as e depois tratá-las com todo o respeito quando precisam da sua ajuda ou quando estão na presença dos seus "deuses"?
Na minha opinião trata-se realmente da maior estupidez que existe à face da Terra... O ser humano consegue ser realmente medíocre... Senão vejamos: perante esse "deus", com a terrível ansiedade do "comum mortal" querer agradar, este não faz outra coisa a não ser, "figuras tristes". Isso só faz com que a pessoa idolatrada não nutra qualquer tipo de respeito pelo seu "súbdito".
A parte mais estúpida ainda é que este ser que aparenta não ser muito dado à inteligência, mas com poder perante outras pessoas, fica revoltado por mais ninguém partilhar a sua ridicularidade... Talvez por se sentir realmente ridiculo!

Outro facto interessante é que parece que as pessoas perdem a sua própria identidade só com o objectivo de agradar outra pessoa, para quem esta que lhe tem tanta admiração, é absolutamente indiferente.

O que me faz mais confusão ainda é o seguinte... O ser idolatrado é um humano como qualquer outro. Fez o seu trabalho, viveu a sua vida! Ainda que tenha criado obras que nunca ninguêm tenha alcançado é uma pessoa como nós... Uma pessoa que também viveu as suas amarguras, as suas alegria, que foi criança que brincava na rua com os seus amigos, que foi adolescente com as suas aventuras e namoricos, que chegou a adultou e trabalhou, casou e teve filhos... O que é que há de espantoso nisso?! Isso é o que os nossos antepassados já fazem há milhares de anos!!!

Sinceramente... Não vejo motivo para a proliferação do culto aos "deuses mortais"...

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Nuvens de Chocolate

Porquê Nuvens de Chocolate? Para os amantes desta delícia, que é o prazer e as amarguras de milhares de pessoas espalhadas por todo o mundo, é simples!

Desde crianças que sonhamos com chocolates, satisfazem os nosso desejos mais ansiosos... Chegamos a cometer "pequenas atrocidades" em prol de um "bem maior": O Chocolate!

Sim, esse alimento, já considerado dos Deuses, que ao longo dos séculos tem sido considerado sagrado por diversos povos, é a origem do nome deste blog. Não que seja uma devoradora insaciável de chocolate... simplesmente gosto!

Além disso pensei o seguinte: Então e quem não gosta de Chocolate?! Que tipo de "pequenas atrocidades" cometiam na infância?!
Cheguei à conclusão que sejam lá quais forem os gostos de cada um toda a gente, num dado momento ou noutro, comete os seus delitos em busca de chocolate!

Então e porquê as Nuvens?! Imagine-se um céu feito de chocolate.... Ahhhh..... Maravilha das maravilhas, o paraiso para uns e o inferno de outros....
Agora imagine-se que o ser humano adquiria a capacidade de voar, voar tão alto, mais alto do que qualquer pássaro.... Poder alcançar uma nuvem feita de Chocolate, poder dormir numa nuvem de Chocolate....

Seria um sonho... Um sonho do qual não queria acordar!!!

O meu primeiro post

É estranho....agora que tenho um sitio só meu onde posso escrever tudo o que me apetecer, o que me lembrar, do que gosto e do que não gosto... Onde posso extravasar todos os meus pensamentos... Sinto-me muda... não sei o que escrever, sinto-me ansiosa e nervosa a cada palavra que sai.... AAAAHHHHH..... QUERO ESCREVER!!!! Simplesmente escrever, escrever como se não houvesse amanhã, escrever sem limites, escrever até à exaustão, escrever até perder os sentidos!!!!

ESCREVER, ESCREVER, ESCREVER!!!!!!

Sim!!!! Aqui posso escrever tudo, tudo o que eu quiser, tudo o que nunca me deram oportunidade para escrever. Soltar todas as palavras que sempre sonhei dizer e que nunca tive corajem para tal.

O meu coração bate mais rápido com toda esta revolução que há em mim!!! Sim, deixem-me escrever!!!! Quero escrever para toda a gente ler tudo o que tenho para dizer!!!

Agora sim... o meu objectivo foi cumprido.... alcançado o êxtase, cheguei à exaustão. Agora segue-se apenas a perda dos sentidos...

Sinto-me mais aliviada...

Agora apenas quero escrever com mais calma....sem chegar à exaustão.